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Comendo fora 1 minute 05 Agosto 2020

Prove sem medo!

Jambu, pequi, tucupi, maxixe, jiló... Restaurantes de São Paulo e Rio exploram a riqueza brasileira de sabores inusitados e servem pratos típicos de outras regiões do Brasil

Brazil

O Brasil é um país tão grande que, nele, cabem várias culturas diferentes. Isso também se reflete na gastronomia: paulistas e cariocas podem não estar acostumados a saborear ingredientes do Norte e do Nordeste, por exemplo. Mas alguns restaurantes especializados em culinária brasileira trazem esses sabores que, no Rio de Janeiro e em São Paulo, podem ser considerados exóticos.

Em São Paulo, por exemplo, é comum que pessoas torçam o nariz para o coentro. Quiabo e jiló, mais presentes na cozinha mineira e caipira, também sofrem certo preconceito. Coquinho azedo, jiló, dobradinha, pequi, jambu… todos podem causar certa estranheza ao paladar, mas - acredite! - vale muito a pena experimentá-los e, assim, expandir seus horizontes da gastronomia brasileira, uma das mais ricas do mundo.

Nem sempre é fácil encontrar esses ingredientes e pratos em São Paulo e no Rio. Por isso, o Guia MICHELIN selecionou alguns restaurantes que exaltam essa diversidade de sabores. Vá com mente e paladar abertos e deleite-se!


Aprazível

Que tal já começar a refeição com novos sabores? No Aprazível, o pastel de angu vem recheado com carne moída apimentada e acompanhado de jiló agridoce e vinagrete de tomatinhos verdes. Na etapa principal, a Moquequinha do Rio traz o peixe mais fresco da estação (gurijuba, cação ou dourado) cozido em molho de leite de coco e acompanhado de pirão de peixe, arroz e farofa de dendê.


Fitó

Na cozinha de Cafira Foz, aparece um ingrediente pouco comum na região Sudeste: o maxixe, que pode assustar por sua aparência espinhosa. Mas nada tema! “Primo” do pepino, ele tem sabor marcante e agradável. No Fitó, o maxixe aparece no baião de dois vegetariano, ao lado de arroz, feijão de corda, queijo de coalho, abóbora, quiabo, batata doce, ovo frito e vinagrete.


Jiquitaia

Marcelo Corrêa Bastos é mestre em ingredientes brasileiros. No seu Jiquitaia, eles aparecem em pratos principais, em petiscos e até em drinques. Para começar a refeição, tem chips de jiló e quiabos grelhados no missô. O quiabo também brilha na Quiabada, servida na etapa principal: quiabos, tomates-cereja, coentro, castanha-de-caju e camarões. Segundo o chef, alguns clientes até pedem para retirar o coentro do prato - mas, nem por isso, a hortaliça deixa de brilhar. No andar de cima do restaurante, está o bar - que também aproveita muito bem esse ingrediente. Imagine só que há um drinque de coentro! O tempero é combinado a gim e cerveja de cupuaçu. Tem também batida de coquinho azedo, com cachaça e limão. Tim-tim!


Tordesilhas

A chef Mara Salles conhece os sabores do Norte como ninguém. Os pratos servidos no Tordesilhas são ideais para quem quer abrir o paladar. Aos domingos, vale provar, por exemplo, o pato no tucupi com farinha d’água e jambu - uma planta que causa certa dormência na boca, muito utilizada na cozinha paraense. Mesmo os pratos comuns na região Sudeste são acrescidos de ingredientes inusitados. A galinhada, por exemplo, também leva pequi, um fruto típico do Cerrado, cuja nome vem do tupi e significa “pele espinhenta”.

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