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Novidades 2 minutos 04 Agosto 2021

MICHELIN do CAMPO à MESA #6

Criado nos anos 2.000, o programa Michelin Ouro Verde Bahia tem viabilizado a produção e comercialização da borracha natural de maneira responsável e duradoura, traduzindo a ‘Razão de Ser’ da Michelin: oferecer às pessoas a melhor maneira de ir mais longe.

A borracha usada na fabricação dos pneus MICHELIN também tem uma história que se escreve a partir do campo. O látex sai de uma área rural, ganha as zonas urbanas do país pelas estradas e carrega, no transporte, o alimento que chega às nossas mesas.

Na Bahia, a borracha natural beneficiada pela Michelin é motivo de orgulho. E não poderia ser diferente. Tudo começou com um problema a se resolver: diante da ameaça de ter os seringais atacados pelo fungo Microcyclus ulei, danoso às folhas da seringueira, uma iniciativa que uniu ciência, tecnologia e, sobretudo, respeito à natureza, ergueu, no sul da Bahia, um programa agrícola sustentável, rentável e humanamente responsável.

Quem conta essa história é Glauce Ferman, diretora de Comunicação e Marcas da Michelin América do Sul. Ela lembra que a empresa, maior fabricante de pneus do mundo, mantinha um seringal entre as cidades de Igrapiúna e Ituberá nos anos 1990 para suprir a demanda de borracha beneficiada em suas unidades fabris no Rio de Janeiro.


No mundo inteiro, contudo, o fungo ameaçava as árvores e a produção de borracha. A consequência imediata foi investir em tecnologia e pesquisa. “Queríamos ter o domínio do macroambiente da borracha natural, e por isso, começamos um trabalho de pesquisa ligado à matéria-prima”, conta.

Ao longo de uma década, a equipe de engenheiros agrônomos da Michelin desenvolveu cultivares (variedades) próprios de seringueira, resistentes ao fungo e mais produtivos, trabalhando em parceria com o CIRAD (Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agrícola para o Desenvolvimento), órgão francês com atuação em diversos países.

O trunfo, contudo, veio quando os especialistas e pesquisadores observaram o que havia naqueles 9.000 hectares. A mata nativa exuberante, que guardava uma fauna de igual monta, já estava danificada em alguns pontos.

Essa percepção fez com que entendessem o seringal como parte de um organismo vivo, um ecossistema que dependia da conservação da mata primária para se manter saudável.

Este foi o ponto de partida para a criação de um sistema agroflorestal, algo que hoje ganhou relevância no debate sobre preservação do meio ambiente. A ideia foi manter, no terreno, culturas agrícolas complementares e cobertura verde para restaurar florestas e produzir alimentos de maneira sustentável. Em 2003, estava criado o Michelin Ouro Verde Bahia.

CACAU & BANANA

Ferman calcula que mais de 350 postos de trabalho diretos foram criados na época, a partir da iniciativa, além de ter impactado positivamente toda a região, com mais de 50 municípios baianos envolvidos com esse consórcio de culturas. A Michelin compra todo o látex (embora eles tenham liberdade de vendê-lo a outras empresas). “Como a seringueira demora 8 anos para crescer, percebemos que precisávamos de culturas consorciadas para manter esse homem no campo, para que ele tenha outras fontes de renda”, afirma.

Desta forma, a solução encontrada por especialistas para potencializar econômica, técnica e financeiramente o cultivo da seringueira foi associá-lo com outras duas culturas: cacau e banana. Como resultado, são mais de 1.300 famílias de agricultores beneficiadas em mais de 50 munícipios em todo o Estado da Bahia, graças a inovadores sistemas agroflorestais.


BIODIVERSIDADE

Em 2006, como parte do programa, foi criada a Reserva Ecológica Michelin, com 3 mil hectares no sul da Bahia, que tem restaurado e protegido a biodiversidade da Mata Atlântica, um dos ecossistemas mais ameaçados do mundo. Mais de 107 mil árvores, de 275 espécies, já foram plantadas. 20 novas espécies de fauna e flora foram descobertas. Além disso, no Centro de Estudos da Biodiversidade, 112 pesquisas já foram concluídas, 12 estão em andamento e 120 artigos científicos foram publicados. A empresa ainda leva o Programa de Educação Ambiental às comunidades locais e colaboradores.


Para conhecer mais sobre o programa Michelin Ouro Verde Bahia, acesse:
https://www.michelin.com.br/corporativo/sustentabilidade/movb

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