Comendo fora 1 minute 07 Janeiro AM

Prata da casa

Os pratos que ajudaram a fazer a fama de restaurantes indicados pelo Guia MICHELIN

Michelin Guide my signature dish

Não é sempre que acontece, mas há pratos que conquistam a clientela de tal maneira, que acabam virando a grande estrela da casa. Sabe aquela história: quem foi à França, mas não comeu um ótimo croissant (aerado e sem recheio!), não foi à França? Pois bem, existem pratos que viram obrigatórios, ao menos na primeira visita ao restaurante.

Confira a seguir cinco receitas que viraram prata da casa de restaurantes indicados pelo Guia MICHELIN.

O aligot, do D.O.M.
A receita que acompanha o chef Alex Atala desde a abertura do restaurante é, na verdade, um purê bem cremoso, lisinho e puxa-puxa. A textura elástica se dá pela adição dos queijos (minas padrão e gruyère) à base de batatas, creme de leite fresco, leite e manteiga. Ele é servido sozinho como uma das etapas do menu-degustação - o garçom tira o purê da panela na frente do cliente e, com duas colheres, estica e puxa a massa até acomodá-la no prato.


Dadinhos de tapioca de queijo de coalho, do Mocotó (Foto: Ricardo D'Angelo)

Os dadinhos de tapioca, do Mocotó
No cardápio do chef Rodrigo Oliveira, a descrição da famosa porção traz o lembrete “os originais”, de tanto que a receita já foi copiada por aí. Feitos com massa de tapioca granulada e queijo de coalho ralado, os miniquadrados (daí o nome!) são fritos em imersão e servidos com molho agridoce à parte. Peça como entrada ou para aplacar a fome na fila de espera, que costuma ser longa nos fins de semana.

O suflê de queijo, do Marcel
Há quatro opções de suflê no cardápio do chef Raphael Despirite, mas o queridinho da clientela é, na verdade, o de queijo - ou au fromage, como se diz em francês. A receita combina gruyère, molho bechamel (branco), gemas e muitas claras em neve para dar estrutura à massa - graças a elas, o suflê “transborda” o ramequin (potinho de porcelana) sem derramar.


Suflê de queijo gruyère, do restaurante Marcel (Foto: Divulgação)

O “ovo”, do Maní
A sobremesa - isso mesmo, sobremesa - foi criada para ser servida no Maní, da chef Helena Rizzo, há alguns anos, mas faz tanto sucesso que se mantém no cardápio até hoje. Não bastasse, também é servida no Manioca, restaurante caçula, e nos eventos promovidos pelo bufê do grupo. Trata-se de uma espuma aerada de coco, servida com uma bola de sorvete de gemada no centro. A apresentação e as cores dos elementos do prato, que fazem lembrar um ovo frito, justificam o nome de batismo desse clássico. (Foto topo: Roberto Seba)

O tacacá, do Tordesilhas
Difícil escolher um clássico entre tantos outros na casa da chef Mara Salles. Lá tem barreado, pato no tucupi, bobó de camarão, moqueca… Mas como o próprio cardápio alerta, “não perca”, no caso do tacacá, eis a prata da casa. Servido em cumbuca, ele combina caldo quente de tucupi (levemente ácido), goma de tapioca, camarão seco e jambu. Aparece como opção de entrada individual e, por vezes, também é servido na calçada do restaurante, em edições do evento “Tem Tacacá na Tietê”.

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