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Comendo fora 2 minutes 12 Agosto 2020

De portas abertas

Distanciamento de mesas, máscaras, álcool em gel, e até tecido “antivirus”: confira as medidas de segurança adotadas pelos restaurantes na reabertura

COVID-19

Após quatro meses fechados por causa da pandemia da Covid-19, os restaurantes do Rio de Janeiro e de São Paulo voltam a abrir seus salões. Para garantir a segurança de clientes e funcionários, as casas adotaram protocolos de higiene mais rigorosos e novas medidas de distanciamento. Além dos procedimentos básicos como uso de máscaras e instalação de recipientes com álcool gel, os restaurantes investiram em medição de temperatura, cardápios descartáveis e - acredite! - até tecido “anti-covid19” nas toalhas de mesa, guardanapos e também nos uniformes.

Confira, abaixo, algumas das medidas adotadas e prepare-se para voltar ao seu restaurante favorito com segurança e tranquilidade!


Menos gente, menos tempo, mais segurança

Para evitar aglomerações em seus salões, os restaurantes abrem com capacidade reduzida. No Rio de Janeiro, as casas estão operando com metade da capacidade. Em São Paulo, a regra é que as casas disponibilizem apenas 40% do total de lugares. Além disso, o horário de funcionamento também foi reduzido. Na capital paulista, os restaurantes funcionam por seis horas diárias, que podem ser divididas entre almoço e jantar, enquanto no Rio, o horário se estende até, no máximo, as 23h.


Termômetro, máscara e álcool: companheiros inseparáveis

É a nova rotina: ao chegar no restaurante, os clientes terão a temperatura medida, assim como os funcionários. A precaução é tomada para garantir que ninguém entre na casa com febre. E em todos os restaurantes, os funcionários usam máscaras de proteção. Os clientes também precisam usá-las: as máscaras só podem ser retiradas na hora da refeição.

Os salões também estão equipados com álcool em gel, para uso da clientela e dos funcionários. O Varanda Grill, por exemplo, também disponibiliza, além dos dispositivos estrategicamente instalados, sachês com lenços umedecidos com álcool 70º nas mesas, para higienização das mãos.

O álcool também é aliado na higienização de mesas, jogos americanos, cardápios, talheres e demais utensílios. No Bistrot de Paris, há uma estação de higienização a cada duas mesas - assim, os garçons conseguem fazer a higienização de talheres, louças e taças no início de cada atendimento. Já o Varanda Grill optou por trazer os talheres embalados e disponibilizou jogos americanos descartáveis nas mesas.


Cada um no seu quadrado

Dois metros separam cada mesa dentro do salão. Essa é a regra que os governos do Rio de Janeiro e de São Paulo passaram aos restaurantes. A maioria das casas apenas afastou as mesas - afinal, como a capacidade máxima foi reduzida, sobrou espaço. Mas o Bistrot de Paris, por exemplo, colocou vasos de plantas entre as mesas para reforçar esse distanciamento. O restaurante francês também optou por colocar mesas no terraço, a céu aberto.


Celular, ao resgate!

A tecnologia foi uma das grandes aliadas nessa pandemia. Os celulares, por exemplo, ajudaram a matar saudades da família e dos amigos e também facilitaram o delivery de restaurantes queridos.

Na fase de reabertura, os smartphones seguem ajudando - agora, dentro dos restaurantes! No Varanda, é possível usar o celular para ler um QR Code e ter acesso ao cardápio. Assim, não é preciso passar o menu de mãos em mãos.

O restaurante também traz a opção de pagar a conta pelo celular: basta aproximar o aparelho da máquina de cobrança. Dessa forma, o cartão de débito ou de crédito não precisa ser manipulado pelos funcionários da casa.

Cariocas também podem recorrer ao celular. O Aprazível, no Rio de Janeiro, tem o cardápio inteiro no perfil do Instagram. No salão, os cardápios chegam envoltos em capas plásticas e são higienizados após cada uso.

Se você não se dá tão bem com celulares e QR Codes, sem problemas! Restaurantes como o Piselli, em São Paulo, optaram por fabricar cardápios descartáveis.


Xô, vírus!

O Così, restaurante italiano que fica em São Paulo, optou por investir em tecidos tecnológicos. As toalhas de mesa, os uniformes, aventais e máscaras de proteção dos funcionários são confeccionados com tecido “anti-coronavírus”. Ao entrar em contato com o material especial, o vírus morre em até cinco minutos. O tecido foi desenvolvido com a colaboração de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O material é feito com poliéster e algodão e tem micropartículas de prata em sua superfície, responsáveis por eliminar o vírus. Segundo a pesquisa, 99,9% dos vírus morrem ao entrar em contato com o tecido, no intervalo de dois a cinco minutos.


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