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Perfis 1 minuto 29 Janeiro 2021

Em forma!

Longe das panelas, chefs se jogam em práticas esportivas comuns ou exóticas.

#guiamichelinbrasil

Em meio à correria do restaurante, gestão de fornecedores e compras, os chefs nem sempre encontram tempo para cuidar do próprio corpo. Alguns, no entanto, levam suas práticas muito a sério: responsável pela cozinha do Oro, duas estrelas MICHELIN, o chef e apresentador de TV Felipe Bronze é faixa-preta de jiu-jitsu. Não bastasse, é também um amante de kitesurf, modalidade com pipa e prancha, injeção de adrenalina junto ao mar.

"A primeira vez que bati o olho em pessoas praticando kitesurf fiquei encantando, achei a coisa mais linda e mais livre do mundo. Peguei quatro horas de aula por dia, ouvindo todo mundo dizer que ninguém fica esse tempo todo na água", lembra. "E sinto que tem um paralelo com o jiu-jitsu, que pratico há muitos anos. Os samurais falam sobre um estado mental chamado ‘mushin’, no qual você esvazia a mente por completo no momento em que está ali de frente para o seu oponente, com a espada preparada para matar ou morrer. No kitesurf, a sensação é parecida: você precisa se concentrar, controlando vento, mar e prancha o tempo inteiro, mas, ao mesmo tempo, só aquele momento importa, em total comunhão com a natureza. É como se você estivesse agradecendo por estar vivo durante todo o tempo de velejo.”

É na corrida, por sua vez, que Jefferson Rueda, do Bib Gourmand A Casa do Porco, descarrega o estresse: "Como a maioria dos cozinheiros, não sou ligado nem no 220V, é no 550 mesmo. Preciso fazer várias coisas para que o meu dia seja feliz. Então, pelo menos quatro vezes na semana, eu começo com a corrida, que me traz equilíbrio físico e mental. Saio para correr com os problemas, e volto com as soluções! Funciona como um antidepressivo e já consigo ajustar todo o meu dia enquanto corro", conta, entusiasmado.

Já o chef George Koshoji, do Kosushi, é fã de trilhas e trekking, já tendo inclusive escalado até a South Base Camp do Everest. Como não dá para ir ao Nepal toda semana, é no sítio na região de Sapucaí-Mirim, em Minas, que ele costuma tomar um ar puro, longe do vai-e-vem de clientes e entusiastas de seu balcão.

Muito antes de conhecer drinques e coquetéis, Marcelo Emídio, que assina as criações do bar do Bib Gourmand Pici Trattoria, encontrou o basquete aos 11 anos de idade. Hoje, quase 20 anos depois, nem o ofício nem a carreira o impedem de seguir frequentando as quadras. "Como em qualquer esporte coletivo, a gente aprende a ter espírito de equipe, fundamental também na minha profissão. Sem time alinhado, o bar não funciona bem. Além disso, no basquete eu exercito meu foco e concentração, acalmo a cabeça depois de um dia agitado". 

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